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  Argamassa industrializada

A produção da argamassa industrial é pulverizada, existindo centenas de produtores, para que as estimativas de mercado se balizem em correlações com outros segmentos. Existem duas grandes famílias de argamassa: as colantes (cimentocola), para fixação cerâmica, e as básicas, utilizadas no assentamento de blocos, em contrapisos e em revestimentos.

Argamassas colantes
A argamassa colante industrializada usada no assentamento cerâmico teve a sua introdução no mercado brasileiro no início da década de 80. Atualmente, há mais de 100 fabricantes, pulverizados em pequenas produções regionais. Também existem algumas grandes indústrias com fábricas em diversas cidades do Brasil. Praticamente 100% do mercado foi convertido para utilizar argamassa colante industrializada.

A argamassa colante mais adotada é a ACI, representando cerca de 80% do volume de argamassas. O consumo estimado de argamassa colante é de 3 milhões de toneladas/ano, valor calculado por meio de uma correlação entre consumo de argamassa colante por m2 de revestimento cerâmico.

Argamassas básicas
As argamassas básicas são aplicadas no assentamento de blocos, nos revestimentos internos e externos das paredes e no contrapiso. Na formulação da argamassa industrializada de revestimento, tanto o gesso como o cimento podem ser utilizados como aglomerante. Já houve tentativas de utilização de argamassa de gesso projetado sem sucesso; desta forma, atualmente no Brasil, 100% desse tipo de argamassa é à base de cimento.

A produção de argamassas básicas industrializadas teve início em 1995 – até então, era feita em um processo artesanal no canteiro. Esse mercado é considerado em desenvolvimento e a comercialização do produto está concentrada em grandes produtores.

No início da industrialização da argamassa básica, os produtores desenvolveram uma argamassa de “múltiplo uso”, que poderia ser utilizada para vários tipos de aplicações; porém, muitas vezes, dependendo do tipo de aplicação, era super ou sub- dimensionada, causando problemas no desempenho. Tal prática acabou retardando o processo de conversão da argamassa feita no canteiro para argamassa industrializada.

Atualmente encontramos argamassas específicas de acordo com o tipo de utilização (assentamento de blocos, revestimento interno, revestimento externo, etc). No Brasil, estima-se que aproximadamente 1,5% das argamassas básicas consumidas sejam industrializadas, com maior utilização em São Paulo, ao redor de 4%; existe, assim, um desafio de mudança na cultura das obras.

Os principais desafios, por tipo de aplicação, são:
• Assentamento de blocos, contrapiso e revestimento externo: representam 70% do volume de argamassa. Nas três aplicações, não existe um produto substituto e o trabalho a ser realizado é de conversão da argamassa feita no canteiro para a argamassa industrializada.
• Revestimento interno: representa 30% do volume de argamassa. O principal desafio é a presença da pasta de gesso, que detém 42% desse mercado
Fonte: CriActive.

Pasta de gesso
A pasta de gesso em revestimentos internos, aplicada espatulada, já tem uma forte utilização na construção civil brasileira, devido ao seu custo competitivo (aproximadamente 40% menor que a solução em argamassa).

Atualmente os fabricantes de argamassa de revestimento industrializada à base de cimento estão desenvolvendo um novo tipo de material para revestimento interno, que reduz a espessura final após a aplicação, com o objetivo de torná-lo competitivo em relação à pasta de gesso.

O volume estimado do mercado de argamassa básica do Brasil é de 100 milhões de t/ano; a base de cálculo é balizada no volume de cimento destinado à produção do material, pois existe uma proporção em relação à quantidade de cimento utilizada x a quantidade de argamassa produzida. Destas, 1,5% é industrializada, representando um volume de 1,5 milhão t/ano.

O mercado não tem a cultura da utilização das argamassas básicas industrializadas, mas, com essa necessidade pela construção civil, há grande potencial de crescimento para o produto.

Texto: Cristina Della Penna*
* Sócia diretora da CriActive Assessoria Comercial, Engenheira Civil formada pela FEI, pósgraduada em marketing pela ESPM. Atua há 15 anos no mercado da construção civil.




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